Eu estava conversando com um amigo meu sobre os constantes avanços no campo da tecnologia e os vários desafios para se manter a validade da Lei de Moore, a qual estava perto de travar completamente devido aos grandes desafios da constante miniaturização dos componentes. Só lembrando Gordon Moore, co-fundador da Intel, segundo o qual o número de transistores em um chip dobra a cada 12 a 18 meses, quando me deparo hoje com alguns feeds em inglês com esta novidade.
O anúncio dos gigantes da informática foi quase simultâneo e os dois garantem que a nova tecnologia de fabricação permitirá que a conhecida Lei de Moore continue a ser cumprida. A Intel informou que a nova tecnologia, baseada em um elemento químico prateado chamado háfnio, será usada em novos processadores que chegarão ao mercado este ano, e que a empresa espera que sejam capazes de reforçar vantagem diante da rival AMD.

A grande vantagem da nova tecnologia será a diminuição da perda de corrente para fora do transístor, que é obtida utilizando um novo material com um valor k elevado (k representa a constante dielétrica relativamente ao dióxido de silício). Segundo a Intel, esta tecnologia permitirá diminuir em cerca de 30% a energia necessária para alterar o estado de cada transístor. No entanto, só a Intel já anunciou produtos concretos baseados na nova tecnologia, que será aplicada no processo de produção de 45 manômetros. Os “Penryn”, nome de código da próxima geração da série Core 2), deverão chegar ao mercado no primeiro semestre de 2008.

Os benefícios da nova tecnologia podem ser aplicados de várias maneiras. Transistores podem ficar menores, o que potencialmente dobra a quantidade deles em uma área específica. A velocidade deles pode ser ampliada em mais de 20 por cento ou o vazamento de energia pode ser reduzido em 80 por cento ou mais.
“Os consumidores precisam cada vez mais de mobilidade e dispositivos que usem menos energia. Precisamos não somente fazer as coisas menores e mais eficientes, como também precisamos de consumo de energia menor”, disse im McGregor, analista da empresa de pesquisa In-Stat.
PS: E agora onde vamos parar?
A Intel prepara uma redução do consumo de energia dos seus processadores Core 2 Duo, em resposta direta à AMD. A nova revisão (L2) dos processadores da Intel vem em seqüência dos processadores Brisbane (nome de código) da AMD, que apresentam um consumo energético de 7,5W quando em modo de espera e 65W quando em desempenho máximo.




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